quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Atrizes da Era de Ouro de Hollywood

Alice Joyce
(01/10/1890- 09/10/1955)

Alla Nazimova
(22/05/1879- 13/06/1945)

Anita Page
(04/08/1910- 06/09/2008)

Anna May Wong
(03/01/1905- 03/02/1961)

Audrey Hepburn
(04/05/1929- 20/01/1993)

Ava Gardner
(24/12/1922- 25/01/1990)

Barbara La Marr
(28/07/1896- 30/01/1926)

Barbara Stanwick
(16/07/1907- 20/01/1990)
Bebe Daniels
(14/01/1901- 16/03/1971)

Bette Davis
(05/04/1908- 06/10/1989)

Billie Dove
(14/05/1903- 31/12/1997)

Blanche Sweet
(18/06/1896- 06/09/1986)

Carole Lombard
(06/10/1908- 16/01/1942)

Clara Bow
(29/07/1905- 27/09/1965)

Clara Kimball Young
(06/09/1890- 15/10/1960)

Colleen Moore
(19/08/1899- 25/01/1988)
Constace Bennet
(22/10/1904- 24/07/1965)

Dolores Costello
(17/09/103- 01/03/1979)

Dolores Del Rio
(03/08/1905- 11/04/1983)

Dorothy Gish
(11/03/1898- 04/06/1968)
Dorothy Sebastian
(26/04/1903- 08/04/1957)
Edna Purviance
(21/10/1895- 11/01/1958)

Elizabeth Taylor
(27/02/1932- 23/03/2011)

Esther Ralston
(17/09/1902- 14/01/1994)
Fay Wray
(16/09/1907- 08/08/2004)

Florence LaBadie
(27/04/1888- 13/10/1917)

Florence Lawrence
(02/01/1886- 28/12/1938)

Ginger Rogers
(16/07/1911- 25/04/1995)

Gloria Stuart
(04/07/1910- 26/09/2010)

Gloria Swansom
(27/03/1899- 04/04/1983)

Grace Kelly
(12/11/1929- 14/09/1982)

Greta Garbo
(18/09/1905- 15/04/1990)

Hedda Hopper
(02/05/1885- 01/02/1966)

Ingrid Bergaman
(29/08/1915- 29/08/1982)

Jean Harlow
(03/03/1911- 07/06/1937)

Joan Crawford
(23/03/1905- 10/05/1977)

Jobyna Raslton
(21/11/1899- 22/01/1967)

Katharine Hepburn
(12/05/1907- 29/06-2003)

Judy Garland
(10/06/1922- 22/06/1969)
Lauren Bacall
(16/09/1924- 12/08/2014)

Leatrice Joy
(07/11/1893- 13/05/1985)

Lillian Gish
(14/10/1893- 27/02/1993)

Lita Grey
(15/04/1908- 29/12/1995)

Loreta Young
(06/01/1913- 12/08/2000)

Louise Brooks
(14/11/1906- 08/08/1985)

Luise Rainer
(12/01/1910- 30/12/2014)


Lucille Ball
(06/08/1911- 26/04/1989)
Lupe Vélez
(18/07/1908- 13/12/1944)

Lya de Putti
(10/01/1897- 27/11/1931)

Lily Elsie
(08/04/1886- 16/12/1962)

Mabel Normand
(09/11/1892- 23/02/1930)

Madeleine Fairbanks
(15/11/1900- 15/01/1989)
Marion Fairbanks
(15/11/1900- 20/09/1973)

Mae Marsh
(09/11/1894- 13/02/1968)


Mae Murray
(10/05/1885- 23/03/1965)
Mae West
(17/08/1893- 22/11/1980)

Marilyn Monroe
(01/06/1926- 05/08/1962)

Marion Davies
(03/01/1897- 22/09/1961)

Marlene Dietrich
(27/12/1901- 06/05/1991)

Mary Milles Minter
(25/04/1902- 04/08/1984)

Mary Philbin
(16/07/1902- 07/05/1993)

Mary Pickford
(08/04/1892- 29/05/1979)

Maude Fealy
(04/03/1883- 09/11/1971)

Mildred Harris
(29/11/1901- 20/07/1944)

Myrna Loy
(02/08/1905- 14/12/1993)

Natacha Rambova
(19/01/1897- 05/06/1966)

Nita Naldi
(13/11/1894- 17/11/1961)

Norma Shearer
(10/08/1902- 12/06/1983)

Norma Talmadge
(26/05/1894- 24/12/1957)

Olive Thomas
(20/10/1894- 10/09/1920)

Olivia de Havilland
(01/07/1916-)

Oona O'Neill
(14/05/1925- 27/09/1995)

Paulette Goddard
(03/06/1910- 23/04/1990)

Pauline Frederick
(12/08/1883- 19/09/1933)

Pola Negri
(03/01/1897- 01/08/1987)

Reneé Adoreé
(30/09/1898- 05/10/1933)

Rita Hayworth
(17/10/1918- 14/09/1987)

Shelley Winters
(18//08/1920- 14/01/2006)

Shirley Temple
(23/04/1928- 10/02/2014)

Sophia Loren
(20/09/1934-)

Theda Bara
(26/07/1885- 07/04/1955)

Vera Kholodnaya
(30/09/1893- 16/09/1919)

Veronica Lake
(14/11/1922- 07/07/1973)

Vilma Bánky
(09/01/1901- 18/03/1991)

Viola Dana
(26/06/1897- 03/07/1987)

Vivien Vance
(26/07/1909- 17/08/1989)

Vivien Leigh
(05/11/1913- 08/07/1967)

Zasu Pitts
(03/01/1894- 07/06/1963)

Pesquisa: Erasmo Pinheiro.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Pensamentos Banais

Há um momento na vida em que já não existem certezas
Sentimo-nos sozinhos.
Tudo que já foi farto e interminável
Torna-se escasso e a conta-gotas

O silêncio chega e se acomoda
Num curto espaço de tempo
Nenhuma esperança mais se renova.

Não há pontos finais
Só há reticências, vírgulas e tudo mais.
As palavras vem no percalço dos pensamentos mais banais
Já com vontade própria.

Forma-se um círculo vicioso
De palavras escravas do orgulho.
De palavras que nem se quer

Foram ditas.


Pinheiro, Erasmo. 
Piratini, 23 de dezembro de 2014.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Lillian Gish, a Lady do Cinema Americano


Lillian Diana de Gish, mais conhecida como Lillian Gish, nasceu na cidade de Springfield, em Ohio nos Estados Unidos, no dia 14 de outubro de 1893. Se pai James Lee Gish era alcoólatra e devido a decadência econômica da sua família, ela e sua irmã Dorothy, decidiram pela carreira artística. Contando com apenas 5 anos de idade, estreou no teatro, ao lado de Dorothy Gish, na peça Convict’s Stripes.  Aos 15 anos, no ano de 1912 estreou o seu primeiro filme “The Musketeers of Pig Alley”, um filme mudo de curta-metragem, dirigido por David W. Griffth, com a duração de cerca de 17 minutos. Foi também em 1912 que estreou junto de sua irmã em “O inimigo invisível” (An Useen Enemey). O dinheiro obtido através de sua atuação nesse e em outros filmes de curta-metragem amenizou, razoavelmente, a situação econômica de sua família. Esse filme seria apenas o primeiro de muitos outros sucessos de Lillian, muitos deles dirigidos por D.W. Griffith. Sob a direção de Griffith, Lilian atuou em cerca de 40 películas, que lhe renderiam o título de “A Lady do Cinema Americano” ou “ A Primeira Dama do Cinema Mudo”. Estrelou em 1915 o filme “O Nascimento de Uma Nação” (The Birth of a Nation), e “Intolerância” (Intolerance), de 1916, que alavancaram a sua carreira de atriz. Ela foi, numa época onde os atores e atrizes faziam caras e bocas em filmes, uma atriz inovadora pela maneira de sua atuação profunda e impecável, além de ter uma beleza frágil e angelical, símbolo de heroínas frágeis e destemidas que interpretou. As irmãs Gish são até hoje os maiores ícones do folclore americano no cinema mundial.
Gish protagonizou ao lado de Richard Barthelmess em 1919 o filme “Lírio Quebrado” (Broken Blossoms), um filme de baixo custo de produção, que nos dias de hoje é considerado como apenas uma peça de teatro filmada, devido a utilização de apenas dois sets de filmagens. Esse filme de David W. Griffith é totalmente oposto a O Nascimento de Uma Nação que foi um filme de altíssimo custo e grande sucesso de bilheteria.
Lillian e Dorothy Gish, como Louise e Henriette, em "Orphans of the Storm", em 1921. 
Cartaz promocional do filme "Orphans of the Storm", 1921. 
No ano de 1920, dirigiu sua irmã e seu cunhado na comédia “Remodeling her Husband”. Infelizmente o primeiro filme dirigido por Lillian perdeu-se, não restado nenhuma cópia. Ainda em 1920, durante as gravações de “A Inocente Pecadora” (Way Down East), há uma cena em que a personagem de Lillian, chamada Anna Moore, está em fuga de seu suposto marido, e cai em um rio congelado e desmaia sobre um pedaço de gelo flutuante. Os blocos de gelo tiveram de ser feitos de madeira, já que na região onde o filme foi gravado não havia gelo nessa época do ano, porém contudo a atriz machucou sua mão direita devido á um pequeno acidente nas gravações dessa cena. Em 1921, as irmãs Gish protagonizaram um drama, na direção de Griffith, intitulado “As Órfãs da Tempestade” (Ophans of the Storm), já em longa-metragem, que narra a história de duas irmãs de criação, Louise e Henriette que vivem uma separação dolorosa e tem como pano de fundo a Revolução Francesa. “O Vento” (The Wind) em 1928 foi o primeiro filme em que Lillian atuou sob a direção de outro diretor, Victor Sjöström.
Lillian Gish ao lado de Lars Hanson, em "The Wind" (1928)
No ano de 1927, Alan Crosland produziu o primeiro filme de longa-metragem parcialmente falado: “O Cantor de Jazz” (The Jazz Singer), o que levaria a indústria dos filmes mudos ao declínio. Os filmes mudos haviam sido grande sucessos nas décadas de 1900, 1910 e 1920, tendo sido alguns ainda gravados na década de 1930. Como advento dos filmes sonoros, Lillian passa a se dedicar ao teatro na Broadway. Em 1931 atuou no filme “His Double is Life”.
Lillian, ao contrário de muitos artistas da era do cinema mudo conseguiu manter-se brilhantemente atuando nos filmes sonoros na década seguintes, não só em filmes, mas em programas televisivos. Passou a atuar como coadjuvante, nunca tendo ataques de estrelismo, sempre como a mesma simplicidade e meiguice de sempre. Foram alguns outros de seus filmes: “Duelo do Sol” (Duel in the Sun), em 1947, “A Noite do Caçador” (Night of Hunter), em 1955 e “O Passado não Perdoa”, em 1960.
Lillian recebendo Oscar Honorário em 1968. 
Lillian jamais casou-se ou constituiu família. Escreveu sua própria biografia em 1968, no mesmo ano que sua irmã e companheira de uma vida toda Dorothy morreu. Lillian cuidou de sua irmã durante meses a fio, até seu último suspiro de vida. Nunca ganhou o Oscar, mas ganhou um Oscar Honorário por sua contribuição ao cinema no ano de 1971, além de muitos outros prêmios.
Seu último trabalho em um filme foi “Baleias de Agosto” (The Wales of August), em 1987, aos 93 anos, onde interpretou Sarah,uma simpática senhora, ao lado de outros dois grandes atores do cinema mundial: Bette Davis e Vicent Price.
Lillian quando lançou sua biografia, em 1968. 

Lillian Gish em seu último papel, como Sarah Webber, em "Baleias de Agosto", em 1987. 
A grande atriz Lillian Gish, morreu aos 99 anos, de causas naturais, em 27 de fevereiro de 1993, na cidade de Nova York, deixando um vasto trabalho nas telas de cinema por mais de 85 anos.




 Pesquisa e Texto: Erasmo Pinheiro.





segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

A História da Moda Feminina, do início do século XIX aos anos 1950:

A Primeira metade século XIX:
Costuma-se definir a moda no século XIX como a moda ligada ao romantismo, com seus vestidos de armação, botas, leques, cabelos longos e presos.  Os vestidos feitos com tecidos pesadíssimos passavam a imagem austera e ao mesmo tempo de uma elegância ímpar. O espartilho foi um item indispensável para as senhoras da alta sociedade, principalmente nos grandes centros urbanos, como Paris e Londres. 
Nos primeiros anos do século XIX, entre 1804 á 1815, o período conhecido como “Período do Império” ou “Neoclássico”, a moda era ditada pelas grandes damas da sociedade francesa e consistia em vestidos longos, até os pés, comumente nas cores branca, bege e nude para as senhoritas. As senhoras e viúvas eram adeptas de cores mais sóbrias, como o preto e marrom. A cintura era alta e levemente marcada pelo espartilho, e também eram usados laços de cetim sobre o tecido do vestido. Quando Napoleão Bonaparte foi coroado imperador na França, investiu fortemente para promover a França como a grande ditadora de moda no mundo. Devido ao aquecimento climático europeu na era Napolêonica, procurou-se minimizar a quantidade de tecidos, o que só havia existido nos primórdios da Antiguidade e, que só seria visto novamente na  década de 1920 do século XX. Numa primeira impressão as mulheres podiam ser comparadas ás vestimentas gregas da Antiguidade, já que o traje desta época trazia muitos elementos deste período, dai o nome Neoclássico (releitura do classicismo).  Por baixo dos vestidos era usado uma espécie de pantalona, que mais tarde evoluiria para o sutiã moderno, chamado de divórcio. Os rufos voltaram a moda em tamanhos discretos neste período, sempre acompanhados de um xale discretos, além de uma série de acessórios que eram indispensáveis as mulheres deste período, tais como luvas, sombrinhas, sapatos (que eram tipo sapatilhas ou bailarinas), leques, etc.  Usava-se colares, porém discretos.
Os cabelos eram quase sempre penteados e repartidos ao meio, com cachos, e sempre que fossem á um passeio na rua, eram escondidos debaixo de “bonnets”, um tipo de chapéu de abas largas e que cobriam as orelhas.
No Brasil, em 1808, quando a família real portuguesa chegou ao Rio de Janeiro, fugida após Napoleão Bonaparte decretar o Bloqueio Continental, a Missão Francesa reformulou o estilo de vida da população da Corte. Vários artistas vieram da Europa, tais como pintores, arquitetos e modistas. Pode-se dizer que foi o início do mundo da moda no Brasil.
A fase seguinte da moda, também ditada pelas francesas e agora juntamente com as inglesas, foi conhecida como fase da Regência, ou Era Georgiana. Foi a transição do Neoclássico para o Romântico, num curto período de tempo, de 1811 á 1820. As barras dos vestidos agora eram abertas, ao invés de serem retas até o tornozelo, como no neoclassicismo. Na Inglaterra, os vestidos nessa época ganharam um tom mais romântico, com suas mangas com enchimentos. Outras mudanças foram a volta do corset em formato pontudo e as saias em formato de cone, sustentados por várias anáguas e sobre estas usavam-se capotes e o sobretudo. Os penteados e chapéus ficaram cada vez mais sofisticados.  Muitos dos aspectos deste período foram inspirados no estilo da Rainha Elizabeth e posteriormente pela rainha Vitória do Reino Unido.  Segundo as normais morais impostas pelo governo Vitoriano, o estilo Neoclássico era visto como indecente.  Mais tarde, durante o final da Era Vitoriana e início da Era Eduardiana (final do século XIX e início do século XX), esses dois estilos tornaram-se verdadeiras relíquias e não eram mais mal vistos, contribuíram assim em vários aspectos para a moda desta época.

Outra grande fase da moda no século XIX foi a Era Vitoriana. Ao assumir o trono inglês em 1837, a rainha Vitória seria a grande baluarte da moda no período de tempo de seu reinado.  O conceito de mulher ideal para a rainha era o da mulher bondosa, maternal, e acima de tudo, recatada.  Os chapéus eram com grandes abas, os vestidos com as suas anquilhas e crinolinas, feitos em tecidos mais pesados que antes, com vários corpetes, despontando a imagem de mulher doce e ao mesmo tempo recatada, suas mangas em estilo bufante desciam até os pulsos, mostrando pouco do corpo feminino. As botas eram os sapatos da época, juntamente com os espartilhos. O cabelo era sóbrio sem grandes penteados, geralmente amarrado junto á cabeça ou levemente enfeitados com cachos.  O ideal de beleza trazia á público a preferência por mulheres altas, magras e com a pele pálida.
Na primeira metade do século XIX surgiu um novo acessório, a handbag, que aperfeiçoada com o passar dos anos iria tornara-se a bolsa.
A invenção dos navios á vapor, do trem ajudou a espalhar a moda europeia pelas colônias americanas, africanas e asiáticas, não restringindo a moda ao continente que ditava o estilo de vestir no século XIX.
A Imperatriz Eugénia de Montijo, esposa de Napoleão III, imperador da França foi grande incentivadora do uso da crinolina, uma espécie de armação posta sob o a saia, deixando-a com uma armação suntuosa.
A moda nas décadas posteriores no Brasil, já uma monarquia, era imitada pelas damas da alta sociedade, baseado nos modelos vestidos pelas imperatrizes, que eram atendidas por estilistas vindos da Europa, principalmente da França.

A Segunda fase da Era Vitoriana:
Por meados da década de 1860, as saias passaram a ser retas na frente e com volume apenas na parte traseira, perdendo um pouco do volume de tecido da fase anterior, que poderia a pesar cerca de 15kg, mais compridos, deixando tecido a arrastar pelo chão com vários babados ornamentando saias e vestidos. As mangas eram mais retas e um pouco mais curtas. O chapéu perdeu bastante cultural espaço para os grandes penteados, enfeitados com laços e fitas. Luvas também foram acessórios de forte uso da época. Foi o período em que menos se mostrou o corpo feminino.  Este tipo de estilo caiu em desuso no fim do século XIX, com o fim do reinado de Vitória e o início da era Eduardiana. Foi também nessa fase do reinado de Vitória que seu governo impulsionou a política Imperialista, que várias nações europeias seguiram o modelo de colonizar vários territórios na África, Oceania e Ásia. Muitas tensões políticas e militares também ocorriam na Europa, como as unificações de vários pequenos reinos que mais tarde formariam novas potências econômicas, como a Alemanha e Itália.
 

A Belle Époque e A Era Eduardiana:

A Belle Époque foi um período histórico, artístico e cultural, durando de 1870 á 1914. A moda sofreu grande influência da Art Noeuaveu e o Impressionismo movimento surgido na Europa. A Revolução Industrial e o surgimento do automóvel também influenciaram a sociedade, surgindo assim um estilo de vida boêmia.
A partir do final do século XIX, em meados de 1888, uma nova revolução estética surgiu. Os vestidos perderam os seus volumes traseiros, deixando-os novamente em formato cônico, com cintura bastante marcada pelos espartilhos no formato de S, mas ainda sim mais leves, românticos e femininos.  Os chapéus voltaram a moda e agora com vários adornos em sua copa, ou ainda com fabulosos e rebuscados penteados. As sombrinhas passaram a ser um acessório indispensável para as damas da sociedade, assim como a bolsa de mão ainda bastante discreta.
Nos primeiros anos do século XX surgiam os cabarés, com suas dançarinas trajando vestidos leves e com pouco tecido, com bastante o que viria a influenciar a moda nos próximos anos.  Outro porém foi o surgimento das novas vanguardas artísticas que surgiram juntamente com o novo século, tais como o Cubismo, Dadaísmo, Fauvismo, Futurismo, etc.
As tensões políticas que se arrastavam na Europa no final do século XIX e início do XX culminariam no que a história designou como a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A sociedade sofreu profundas mudanças nos quatro anos da guerra que devastou a Europa e quebrou assim muitas ligações que ainda havia com o século XIX.

1914-1919:
Os quatro anos de duração da Primeira Guerra Mundial provocaram profundas mudanças socioculturais na Europa e consequentemente no mundo todo. Por conta da grande tensão provocada pelos conflitos bélicos, abafou-se o mundo da moda. Destacaram-se grandes estilistas nesse período, os quais viriam a contribuir para a grande virada no mundo da moda na década seguinte. Madeleine Vionnet, Coco Channel e Paul Poiret com suas costuras de alto nível revolucionaram a moda, banindo de vez o corset, os espartilhos e os longos vestidos, que passariam a ser estilo “barril”, em formato cilíndrico, pouco mais curtos, da altura da canela até a batata da perna, permitindo o uso de sapatos mais confortáveis, e o uso de meias e cintas ligas sob os vestidos.  Eram roupas confeccionadas em tecidos mais leves e práticos do que os das décadas anteriores, geralmente de algodão e flanela, perdendo um pouco do feminismo.  O cinema foi uma das poucas distrações da população que vivia em constante vulnerabilidade devido as batalhas que ocorreram por toda Europa. Os estúdios como a Paramount, Warner Bross, Kalem Studios, Fox e Universal construíram as bases de Holliwood, que seria até os dias de hoje, a capital do cinema.  Charles Chaplin. Douglas Fairnbanks e D.W Griffith produziram dezenas de filmes neste período, tornando-se os grandes expoentes do cinema, até os dias atuais, uma vez que suas produções cinematográficas traziam alegria ao mundo dolorido pela guerra. As primeiras e grandes estrelas de cinema deste período foram: Lillian e Dorothy Gish, Clara Bow, Edna Purvience, Mary Pickford, Mae Marsh entre outras, em filmes mudos tais como “O Nascimento de Uma Nação (1915). Vários cineastas tentaram sem sucesso, unir os efeitos sonoros a imagem do filme. Isso só seria concretizado em 1927.
A partir do final da guerra, em 1918, começou uma nova grande revolução sociocultural e econômica em todo mundo.
Os anos 1920:
Ao final da Primeira Guerra Mundial o anseio de viver a vida intensamente foi a grande força que moldou um novo estilo de viver, começando na Europa e Estados Unidos, sendo adotada em todo o mundo.
A década de 20 foi o período da história em que as mulheres ganharam autonomia, podendo gozar de privilégios até então proibidos á elas, como trabalhar fora de casa, fumar em público, etc. Os cabelos foram cortados na altura do rosto, a moda la garçonn, as sobrancelhas raspadas e riscadas á lápis, o uso do chapéu ficou restrito ao uso diurno, enterrado até os olhos no estilo clochê. Os sutiãs substituíram os espartilhos, trazendo o estilo de cintura tubular. Eram as melindrosas, mulheres modernas que frequentavam os salões, traduzindo a alegria do pós-guerra. Os vestidos leves e vaporosos que a partir de então foram encurtados até a altura do joelho substituindo os desconfortáveis (e nada práticos) vestidos das décadas anteriores, provocaram grande recusa dos mais conservadores na sociedade, pois as meias em cores nude e branca davam a ideia de  pernas nuas, confeccionados com tecidos leves (principalmente a seda), também mostrando decotes mais ousados. Isso proporcionou as mulheres dançarem as danças vigorosas, como o Charleston, o Foxtrot e o Jazz nos salões, que foram muito frequentados nesse período. A boca era em formato de coração e os batons em tons como o carmim.
A estilista francesa Coco Channel lançava uma moda atrás da outra, com seus blazers, colares compridos, os cortes retos e práticos. Outros estilistas do período foram Jean Patou e Jacques Doucet, os quais vestiam as grandes atrizes da época, como Mary Pickford, Marlene Dietrich, Glória Swensom e a dançarina norte-americana Josephine Baker, que se tornaram referenciais de moda nos “loucos anos 20”. No ano de 1927 estrearia o primeiro filme falado, The Jazz Singer (O Cantor de Jazz), dirigido por Allan Crosland, que a partir de então declinaria a indústria de cinema mudo.
Nessa época surgiram as primeiras roupas de banho, como os maiôs e as roupas esportivas, uma vez que nesse período popularizou-se a prática dos esportes, como o futebol, tênis e as corridas de automóvel.
Porém a euforia e o espírito de alegria intensa dos anos 20 teriam fim no dia 24 de outubro de 1929, quando ocorreu a o anúncio público da grande queda na Bolsa de Valores de New York.  A década de 1930 iniciaria assim sob o signo da decadência econômica, passando a história como a Grande Depressão, o que impreterivelmente afetaria o mundo da moda.

Anos 1930:
Após a grande crise de 1929, a ordem no mundo todo era racionar os gastos.  Descobriu assim com toda essa crise, as pernas sem meias, os banhos de sol, os esportes, com o uso das bicicletas que passou também a ser de uso feminino. O uso das boinas surgiu assim junto com os anos 30, virando sinônimo de elegância e prestígio. A moda dos anos 1920 havia descaracterizado a elegância feminina das décadas anteriores e nos anos 1930 as formas tornaram-se justas e sóbrias, com um toque elegante, prático e esportivo, redescobrindo o jeito feminino de vestir.  Boleros e capas também foram um dos pontos fortes da moda nos anos 30. As saias ganharam um pouco mais de comprimento, justas sem o uso de meias sob elas, os sapatos ganharam pequenos saltos e discretos e os cabelos eram geralmente mais compridos, na altura dos ombros. Os tecidos usados na confecção das roupas eram mais grosseiros que os da década anterior, geralmente em algodão, o cânhamo e até palhas. Madeleine Vionnet, Coco Channel e outros tantos estilistas continuaram a vestir as grandes estrelas do cinema americano, que neste período teve um grande sucesso de público com suas produções. Greta Garbo, Bette Davis, Katherine Hepburn, Marlene Dietrich eram as grandes estrelas de cinema da década, sendo referenciais de moda e comportamento.
Nesta década, na Europa ocorreu a ascensão dos regimes totalitários com Benito Mussolini na Itália e Adolf Hitller na Alemanha. As tensões políticas que iniciaram em 1919 com o Tratado Versalhes, arrastando-se por as décadas de 1920 e 1930, culminariam em 1939 no conflito que passaria a história como a Segunda Guerra Mundial, que se só terminaria em 1945.

Os anos 1940:
A moda dos anos 1940 era em estilo militar, ombros sóbrios e os sapatos pesados. Surgiram as fibras sintéticas, os botões, as pregas, os bolsos e os cortes extravagantes. Os cabelos eram pouco mais longos geralmente ondulados, presos por grampos, acompanhados por boinas ou chapéus e lenços atados no pescoço.
Os seis anos de duração da Segunda Guerra Mundial forçaram os estilistas a fecharem os seus ateliês e refugiarem-se em locais seguros dos bombardeios das forças aéreas alemãs e japonesas que assolaram países como a França, Inglaterra e o Japão. O racionamento de poder econômico fez com que usasse o pouco de tecido que ainda restaria após a devastação de plantações ao redor do mundo.  Surgiram os decotes mais avantajados e os tecidos floridos. O estilista inglês Charles James inovaria com a produção de moda em massa.  Devido ao isolamento da França e a Inglaterra, os Estados Unidos teve maior liberdade para inventar a sua própria moda.  No ano de 1945 a guerra chegaria ao fim, trazendo alívio ao mundo todo. Em 1946 o estilista Louis Reard mostraria ao mundo o biquíni, usado pela modelo Micheline Bernardini, e que foi ajudado a ter mais aceitação pelo mundo do cinema.
Em 1947 Christian Dior faria sua primeira exposição, trazendo em seus looks elementos da moda de 1860, que se tornariam febre nos anos de 1950.






Os anos 1950:
A moda dos anos 50 trouxe elementos de períodos anteriores, porém fazendo uma releitura do vestuário feminino, tornando- as mais femininas. Foi a época do glamour. Os vestidos eram mais volumosos e ao mesmo tempo mais leves, com pregas e a cintura bem marcada, nos estilos godê ou lisa. As maquiagens popularizaram-se neste período. Os cabelos eram compridos usados tanto soltos quanto presos bastante volumosos. Foi nessa época que surgiu o penteado “rabo de cavalo”. As tintas de cabelos e loções alisadoras e fixadoras também começaram a fazer parte da vida das mulheres.  Brincos, pulseiras e colares também ganharam destaque.  O uso das calças também foi extensivo ás mulheres, combinadas com sapatilhas modernas.  
Foi nessa década que Coco Channel voltou ao cenário da moda mundial, já que havia se afastado com o início da Segunda Guerra Mundial, mostrando ao mundo toda sua genialidade na criação de novos estilos de roupas. Também destacaram-se as criações do estilista Yves Saint Laurent.


As mulheres queriam vestir-se como as grandes atrizes de Hollywood, destacando-se Grace Kelly, Audrey Hepburn e Marylin Monroe.
Pesquisa e texto: Erasmo Pinheiro.