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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Vício

Tu é como uma droga
Uma substância que me deixa excitado naquele momento
Faz aquele estrago
E depois vai embora.

Tu é como a água
Na que eu atiro meu corpo
Seco.

Tu, que dilata as minhas veias
Me atormenta
Me acalma
E de teu corpo me alimenta.

É tu, que me faz sentir essa tal paixão
Que não é mera atração
E nem por isso está ao meu lado.

Essa tua presença, que me de dá vida e logo me mata
Chega como um temporal arrasando tudo
E depois que vai embora,
Não consigo me contentar com a leve brisa
Da tua lembrança.

Espero, que tu um dia volte para ficar
E não de pequenas doses,
De ti quero me embriagar
Então, nós dois iremos embora.


Erasmo Pinheiro. Piratini, 29 de abril de 2015.

sábado, 21 de março de 2015

Um conselho

Sem arrependimentos
É pra frente que se anda
Não olhe para traz minha querida!
Ainda mais você que é cheia de sentimentos
Que pulam dentro desse jovial peito
Exponha-os, faça o que lhe é seu por direito!

Não temas, não ouça,
São só palavras que proferem
Sem o mínimo sentido
Aqueles que mal-te-querem.

Saibas que tem a mim

E eu sei que tenho a ti
Cumprindo a nossa velha promessa
De sermos amigos até depois do fim! 


E por isso que te digo,

E te digo com razão,
Que muitas coisas boas virão
Se não tiveres medo de ir

Em busca da felicidade para o teu coração!


Dedicada á Thainá Soares. 
Pinheiro, Erasmo. Piratini, 22 de março de 2015. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Sou um poeta ou um porre?

Cambaleio nas letras ou nas insânias?
Boêmio, gato da noite
Ou aquele que faz das rima sua dama?
Procurando um pouco de carinho em qualquer canto
Atirando meu corpo em qualquer cama
Traindo-me para um próprio espanto.

Sei que na vida não existe nada perfeito
Só uma qualidade que nas artes faz morada
E por ser assim tão humano
Levo essa vida atordoada...

Bebendo de qualquer paixão
Aceito o que mais prazer me der,
Pra esquecer aquela poesia
Que tocou meu coração.

Do amargo veneno da solidão
Nasce aquela rima
Como num acorde de violão
Que chora desilusão
De perceber que aquele rosto para mim já não mais sorria.
Atiro-me cada vez mais fundo
Já não mais nas páginas nem nas letras
Vou indo de encontro aos prazeres do mundo.


Erasmo Pinheiro, Piratini, 13 de março de 2015.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Pensamentos Banais

Há um momento na vida em que já não existem certezas
Sentimo-nos sozinhos.
Tudo que já foi farto e interminável
Torna-se escasso e a conta-gotas

O silêncio chega e se acomoda
Num curto espaço de tempo
Nenhuma esperança mais se renova.

Não há pontos finais
Só há reticências, vírgulas e tudo mais.
As palavras vem no percalço dos pensamentos mais banais
Já com vontade própria.

Forma-se um círculo vicioso
De palavras escravas do orgulho.
De palavras que nem se quer

Foram ditas.


Pinheiro, Erasmo. 
Piratini, 23 de dezembro de 2014.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O Caminhar da Juventude

Nossa juventude é o ouro
Que levaremos pro resto de nossas vidas.
Marcas de nossa ousadia e coragem,
De grandes chegadas e das sinuosas despedidas.

Um estado de ser e estar, de amores brotarem
Dos sorrisos verdadeiros, dos amores mais sinceros,
De tudo que é bom e memorável
De tudo que para sempre será o eterno.
                                     
Mas nem tudo está certo
Ouço algo se partindo
Os maus caminhos do mundo aberto
Adentram sem serem bem-vindos

Juventude inocente e dominável
Se deixa levar pelos ventos da tentação
E o que é triste e inaceitável
É não saber interpretar a direção

Uma direção, nunca bem clara
Rebuscada por uma mistura de instinto e saber
Que em muitos casos, gera experiências amargas
Noutras tantas, um exemplo de viver e crescer.

A juventude de noites intermináveis e das bem vividas
Dos goles de pura coragem
Dos dissabores da imaturidade
Do sangue quente e pulsante
Que gera a energia que iremos levar pelo resto de nossa vida,
Vívida e inquietante.

E ouso dizer que quem o espirito jovem manter,
Tristeza nenhuma
Há de ter.

Ter ideais é uma marca da adolescência
Saber pensar, infelizmente, nem todos sabem
Desejos à flor da pele repletos de decência
São destinos em suas inúmeras viagens

Os tais portadores da liberdade
Ir e vir nas opiniões e preferências
Relíquias pertencentes a uma idade
Onde o foco são alegrias e experiências

É o saber ter, perder, esperar,
Sorrir, chorar, amar
E viver, sentir, nesse eterno parêntese
(parêntese sumidouro como o mar)

E essa é a juventude
Muito mais que uma idade
É um estado de jovialidade
Que deve e pode
Ser levado para o resto da vida
Pra que a nossa essência, nunca se escorra

Por entre as rugas da pele.



Erasmo Pinheiro & Samuel Garcia. 
Piratini, 30 de julho de 2014.  

terça-feira, 17 de junho de 2014

Pouco a falar, quase nada a dizer

"Sonhos vão e sonhos vem 
E o resto é imperfeito..."
-Legião Urbana.

O que se tornaram as palavras?
Um amontoado de letras sem nenhum sentido
Pequenas, sem nenhuma cor, sem nenhum conter
Ao vento atiradas
Vazias a correr
Pelos ares sem rumo algum

Não ficamos sem falar
Mas sim sem dizer
Nem acrescentar
Como olhos sem brilhos, sem olhares
Como uma boca, com carne, mas sem sorrisos.
A fazer...
O viver...
A viver.

Uma insatisfação e um desgosto
Da maciez das conversas
A aspereza do silêncio
Tornou-se o
Que nem bem silêncio é,
Apenas seco de emoções
E lá no fundo ainda guarda um punhado de calor
E nada de fé.

E elas, as palavras cheias de vida
Se foram e deixaram a porta do passado escancarada
Junto de dois olhos que estão ainda lá presos

Numa espera cativa e nunca cessada.


 Erasmo Pinheiro, Piratini, 17 de junho de 2014.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Eu, o amor.

Sou a gota do orvalho, segurando na ponta da folha.
Sou a armadura do soldado,
A coberta do desabrigado
Sou aquilo, sou isto.
Sou o tudo, sou o nada.
Sou aquele que foi negado.

Sou a ilusão do tolo
A realidade do cético.
O ouro do ambicioso
A água do mar.
Sou a chama da vela
Sou o Sol vertiginoso.

Sou a pergunta do curioso
Sou a curva dessa estrada.
Sou o que é
E o que foi.
Sou o vício do perdido
A cura tão esperada.

Sou o princípio
E também o fim.
O certo e o incerto.
Sou o todo
E o nada.
Sou o impalpável
Mas também o concreto.

Sou duas metades de um só.
Sou mão
Que desata o nó.
Sou o que explode de alegria
E o que de saudade rasga um coração.

O amor sou eu
E sou eu o amor.
Esse é meu

E também é teu.


Erasmo Pinheiro, Piratini, 21 de abril de 2014. 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Quem sou eu.

Quem sou eu?
Quem sou eu?
Sou alguém que vive por ai
Sou alguém que vive a sombra da vida.
Alguém que ainda espera o amor teu.
Por mais que a esperança já esteja extinguida.

Sou aquele que já foi, e não é mais.
Que a primavera dos dias já o deixou.
E ruma sem rumo por muitos mares,
Atrás de um cais
Onde possa ancorar seu velho barco.

Quem sou eu?
Nem eu sei bem quem sou,
Visto que nem me conheço mais,
Encostado numa espera da qual até a mim, já se cansou.

Cansei de mim mesmo. 
Cansei dos dias,
Dos alvoreceres frios e solitários,
E das auroras frias.
Cansei-me do não saber,
Instante após instante
O que de mim vai ser.

E assim, na incerteza vou vivendo, como posso
Fitando o longínquo horizonte
Lembrando-me de um tempo nosso.
De um tempo que eu bem sabia quem era.
Não como hoje,
Que não me reconheço mais.

Quem sou eu?
Sou um, mais um apenas,
Que traz no peito essa forte emoção,
Que tem medo quem um dia
Não sinta mais

Seu coração...

Pinheiro, Erasmo.
Piratini, 22 de março de 2014.

domingo, 23 de março de 2014

O que ficou.

Que era prova de amizade, se alguém levasse embora até o que eu não tinha...
-Legião Urbana

 Era um para sempre.
Que do nada sumiu.
Como poeira no vento.
Voou, antes que alguém se lembre.

Uma nota de violino, que num instante, desafinou.
Uma cumplicidade,
Ou quase um amor
Era uma amizade, que desmereceu e acabou.

As marcas do tempo,
E o peso dos dias,
Fazem o silêncio emergir
Onde antes amigas palavras surgiam,
Agora ficou uma perene solidão fria a me seguir.

Segui, como antes, sozinho,
Tu também.
Cada um pr’um lado,
Caminhando com certo desdém.

Pergunto-me até onde foi minha culpa,
E até onde foi culpa tua.
Onde errei,
E onde errou tu.
E até que ponto
Deixamos os erros embaraçarem
A visão desse sentimento
Que deixamos nossas almas,
Antes no calor de uma amizade,

Agora ficam no frio a penarem. 

Pinheiro, Erasmo. 
Piratini, 23 de março de 2014.

sábado, 15 de março de 2014

Não, eu não gosto de ti.

" Aprenda que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores" 
- William Shakespeare. 


Não, eu não gosto de ti.
Até mesmo por nossas diferenças,
Resumidas num por que,
Tornam-se cada dia mais espeças.

Gostar de ti, eu não gosto.
És tão sem graça e insosso,
Tímido que dá até dó.

Não, eu não gosto de ti.
Muito menos por que não te conheci ontem
Sei de defeitos que traz ai.

Sei que do amor não és admirador.
Pois já sofrestes da dor
E teve o sentimento partido em mil pedaços.

Não, eu não gosto de ti.
Por mais que brotem lágrimas a cada despedida nossa,
Eu de ti não gosto, juro aqui ou ali.

Não, eu não me canso de repetir,
Eu não gosto de ti!
Pois fiquei certo ao descobrir
Que na mais impreterível verdade.

Só sinto amor por ti.

Pinheiro, Erasmo.
Piratini, 13 de março de 2014. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Morrer.

Sopro gelado
Num segundo,
Meu destino é traçado.
Minhas vestes, antes limpas,
Agora serão recobertas de um pó imundo.

Fecham-se os olhos,
Fecham-se tudo.
Nunca mais apertados abraços cheirosos,
Nem sequer um suspiro
Termina uma vida, num final tão duro.

Muito mais que um corpo, velho e cansado
Uma história ali é
Velado.

Minha alma, ninguém sabe pr’onde vai.
Para muito longe talvez,
Ou pra perto do grande pai.

Morte é um impulso primitivo da vida
E desde que nascemos,
Segundo após segundo,
Morremos.

Muito mais que um funeral,
Que enterra um corpo
Histórias de uma vida realmente vivida,
Não se perdem nesse final...



Pedregal, 3° distrito de Piratini. 
Pinheiro, Erasmo.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Libertar-se de si mesma.


Cortou-se no intuito de sanar sua dor.
Escorreram gotas de sangue quente, como pétalas de vermelha rosa
Despencadas com calor.

Sopro gelado d’alma
Vinha beijar seus lábios
Roubando-lhe o último suspiro de calma
De um sonho nunca vivido, nem da velha música jamais cantada.
De seu castelo de cartas,
Que o vento intempestivo, num sopro cruel desmanchou,
Só restou sua tristeza amontoada.

Vagueando pelos céus na madrugada fria e solitária
Buscando a luz da manhã
Com sua avidez totalitária
A fim de emanar sua luz interior
Liberta-se de suas trevas

Ateias e pagãs.

Pinheiro, Erasmo.
1° distrito de Piratini, 10 de dezembro de 2013.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Nessa Estrada

Coçam-me os dedos
Em sinal de vontade
De transmitir ao papel, todos os meus segredos
Anseios, aflições, alegrias, e
Até mesmo meus medos.

Guardados entre os espinhos afiados
Tão longínquos quanto as massas do horizonte.
Vez que outra, veem-se desafiados
Pelo breu da noite.

Seguindo por tortuosa linha,
Vou indo,
Nessa estrada, que definha
Instante após instante...
Sem fim, muito menos começo,
Essa história, assim, tão simples
É tudo que lhe ofereço...

Pinheiro, Erasmo.

Piratini, 26 de novembro de 2013.

sábado, 9 de novembro de 2013

Quando o homem morre.

"Meu amor é tão profano
Louco, louco de humano!"

Raios clareiam o céu
Manchado de rubro sangue.
Eu sigo riscando palavras num pedaço de papel
Travando ferrenhas batalhas
Entre o bem e o mal.

Perdido no infinito negrume da noite
Com apenas uma chama em mãos
Resquício de coragem
Enfrento de cabeça erguida este afronte.

Não é questão de sorte
E sim de jogo vencido
Pois o fim de uma vida nem sempre é a morte
Mas sim quando o homem deixa a luz de seu sonho apagar-se
Tal que isso ocorre,
Ele apenas existe

E sua essência morre...

Pinheiro, Erasmo.
Piratini, 09 de novembro de 2013.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A Vida Continua...

Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.
-Oscar Wilde;


Mesmo que um dia, eu não te veja mais,
O vento continuará a soprar.
Mesmo que meus olhos não brilhem mais ao te ver,
O Sol continuará a brilhar.
Os pássaros continuarão a cantar.
Mesmo que eu nunca mais escute tua voz,
Mesmo que tua ausência se impor sobre meus dias,
Se não puder domar essa saudade feroz,
Viverei de pequenas alegrias.

Tentarei, mas nada prometo,
Viver e ser forte.
Mas,
Nunca, isto juro, te tirarei do pensamento.

Quando a saudade espremer meu peito,
Os olhos fecharei.
E tua imagem para mim sorrindo, contemplarei.
Amenizando assim, essa solidão,
Que insiste em rondar
Meu coração.

O duro é saber que quando me deixares,
A vida continuará.
Que talvez nunca mais se cruzarão nossos olhares.

A vida continua.
E tanto dói em mim.
Saber que depois de tua partida,
Dia após dia,

Será o meu fim.

Pinheiro, Erasmo.
Piratini, 15 de Outubro de 2013.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Um punhado de lembranças.

Afogar-me em lembranças foi o que me restou.
Desde que tu se foi.
E a solidão ao meu lado se apresentou.

Emergimos os dois daquele poço de lama.
Tu sobreviveste ileso a isso.
Por mim nenhuma lágrima derrama,
Já eu,
Bem, eu
Rios de lágrimas choro.

Voou pelos ares, bela ave,
E eu resumido a pó no chão fiquei.
Tu nem sabe, que desejo tanto que voltes aqui e me salve.

Soltastes minha mão,
Depois de me ensinar a ser eu.
Um eu que nem eu desconfiava existir.
Retirou de meu rosto espesso véu.
E eu me virei no que agora sou.
No começo cabalei,
Depois pude meio que firme, adiante seguir.

Há horas que olho para trás e lembro-me de ti, e de tudo que vivemos.
De minhas ilusões sobre te amar.
Das boas horas que contigo passei, depois que nos conhecemos.
Tudo isso, serve hoje para somente eu recordar.

-Pinheiro, Erasmo.

Piratini, 07 de Outubro de 2013.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Entardecer.

Sol vai ao despacito, fugindo pra detrás das coxilhas,
Rumando para o desconhecido.
Escurecendo do Pampa, as velhas flechilhas,
No horizonte um cenário tão colorido,
Que me hipnotiza
E fascina.

Revoadas de pássaros,
Entoados em um balé celestial,
Navegam pela imensidão dos céus, como velhos corsários.

Como tentar entender as coisas do mundo,
Se não conseguimos entender o que se passa dentro de nosso peito?
Melhor do que falar, creio que é ficar pelo menos agora, taciturno.
E seguir desse jeito...

Segue o entardecer se apresentando pelo fim do dia,
Alimentando minha desiludida alma,
Com esta doce sinfonia.


-Pinheiro, Erasmo; Piratini, 30 de Setembro de 2013.

sábado, 21 de setembro de 2013

Uma Guerra só Minha.

O que falar acerca da mornidão da vida?
O mesmo fantasma maltrapilho
Que pela frente de meus olhos todo dia desfila?

Nada muda
Todo dia a mesma lamúria
Só campeio as mesmas tristezas que aos meus olhos,
Despejam ifinita penúria,

De felicidade
Sem nenhuma ajuda.

Laivos de alegria teimam vez que outra,
Subir ao palco da minha vida
Como uma provocação pelo ar solta.

Esmago meu coração,
Dilacero-o
Sem dó nem compaixão
Por mim mesmo.
Prostrando-me sobre restos de um sentimento
Que já quase morto, adormecido e enfermo,
No leito do tempo.

Deste leito, ao seu lado, talvez tenha eu,
Acompanhar-lhe ate o meu,
Fim,
Terei de ficar.
Ele bem que poderia,
Sucumbir a mim,
Ou eu á ele.
Daria uma nota se pudesse,
Para ver, onde esta guerra só minha,
Chegaria.

Pinheiro, Erasmo. 

-Piratini, 21 de Setembro de 2013.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Uma despedida ou um sonho?


Despeço-me de ti, dia após dia,
Uma despedida mórbida e insensata
Que vai sugando de mim, o que restou de alegria,
Esta, já é morta e enterrada,
Que vai descansar, desossada
No cemitério de minhas lembranças.

Dias sutis vão passando
E eu não os acompanho,
Porém o mundo vai girando,
Sem que eu perceba,
Ou talvez perceba,
Que estou me despedindo
Com toda certeza,
De mim mesmo.

Mergulhei tão fundo nesse sonho,
E agora um balde de água fria
Traz-me de volta á este mundo bisonho.

Ficará apenas em minhas lembranças
Como duas estrelas cintilantes
Estes teus olhos,
Que recordarei todas as noites, com imensa saudade
E sem alguma esperança...

Pinheiro, Erasmo;
-Piratini, 11 de setembro de 2013.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Menina Primavera.

Primavera chegará logo, logo,
Os bons ventos e o perfume das flores,
Voltarão depois do inverno longo.

Voltarei a escutar o suave canto dos pássaros,
Nas doces manhãs de primavera,
Deleitar-me com o perfume que o vento carrega em seus braços,
Na estação mais linda e sincera.

Renascerei das minhas cinzas,
Caminhando rumo ao desconhecido,
Desvencilhando-me das densas neblinas,
Que o inverno trouxe para mim.

Anseio que ela seja tão duradoura quanto foi o meu amor,
Que resistiu a tudo,
E agora será aquecido pelo bom calor,
Que de mim foge, se me descuido.

Primavera e seu encanto de menina,
Suave e graciosa,
Nunca me desanima,
Pois sei, que nada na vida,
É mais belo que a primavera!

-Pinheiro, Erasmo;
Piratini, 01 de Setembro de 2013.