sábado, 14 de setembro de 2013

Mais uma história, sem o "Final Feliz".

Fins de julho. O ano era de 1890.
Sentada á beira da janela num fim de tarde de inverno. O vento que vinha galopando pelas coxilhas do Pampa, agora adentra as janelas do velho sobrado. Sim, aquele velho sobrado no centro de Pelotas, fronteado para a praça da igreja, serve de residência para a velha senhora de cerca de 80 anos.
A única companhia que a vida lhe deixou, foi a própria solidão, que se mantinha fiel á ela. Presente em todos os momentos de sua vida, desde que ela tinha 17 anos. Desde então sua vida se tornou insólita e vazia, deixando- a viver como um ser vazio.
Seus olhos azuis foram à última beleza que a vida por devaneio talvez, não lhe tirou. Estes eram sempre, nos fins de tarde, presos na imensidão do horizonte. Procuravam, aquele rapaz, que a tantos ano havia deixado de fazer parte de sua vida. Deixado talvez não, pois ele sempre vinha visitar ela, quando esta fechava suas pálpebras, desejando com todas suas forças que ele estivesse ali, dentro de um mundo só dela. Era apenas fisicamente ausente.
 Um mundo aonde, ele ainda vinha lhe ver, com aquele sorriso doce, que somente ele sabia esboçar.
O vento frio transpassava sua pele enrugada e seus cabelos fracos e tordilhos pelo rigor dos anos. Balançava as cortinas de seu quarto. Sabia que o frio lhe faria mal a saúde, já debilitada pela idade. Mas nada mais lhe importava. Talvez queria mesmo que a ceifa da morte lhe tragasse a vida.
Não tinha nada mais a desejar da vida. Faziam quase 63 anos que havia se despedido de seu único amor. E aquela imagem era, em sua lembrança tão nítida, mesmo havido transcorrido mais de meio século. Era um dia de Sol, numa manhã. Ainda sim podia sentir novamente sua respiração acelerar, e suas mãos tremerem. Aquele dia havia fica marcado para sempre, como um divisor de águas, que dia após dia, ia lhe matando. Mas que por maldade divina não lhe matava de uma vez só. Se bem que cada dia que vivemos, é um a menos que temos de vida. Foi uma difícil despedida.
Eram bons amigos. Uma dessas amizades que surgem do nada e se tornam a cada dia mais forte. E ela, a pobre moça, teve a sublime e infeliz sorte de se apaixonar pelo amigo. É, assim do nada, um dia notou que amava incondicionalmente seu amigo. E não se via mais sem ele por perto. Olhava, desde então o mundo com os olhos brilhando, inundados deste amor.
Um moça, que já era, desde muito nova, prometida pelos pais á uma primo que morava distante dali. E este amigo, agora á ela confidenciava suas desventuras amorosas. E ela sofria junto dele, em silêncio, e nada podia falar. Sabia que o coração dele era do mundo, das artes, era livre. E aquilo foi somente crescendo dentro dela. Havia encontrado aquele que sempre havia habitado seus sonhos, os mais magníficos sonhos.
A cada dia que conhecia-o mais, mais tinha certeza de que era ele quem moraria dentro de seu peito para toda sua vida.
Foi á época mais feliz da vida dela. A época em que sentia flutuar sentia seus pulmões se encherem de ar e dar ânimo ao sua alma.  Na simplicidade de seu amor, somente de tê-lo presente em suas manhãs, já era uma vitória sem preço. Agora ela, no fim de sua vida, podia perceber que aquele amor viera em sua vida, talvez somente para suprir a falta de amor que vinha de seus pais, Porém, quando ela estava no apogeu de seu sentimento pelo moço, seus caminhos tomaram rumos diferentes.
Nos primeiros dias após tão dolorosa despedida, não passava um dia sem chorar, até cansar. Preferia fugir, para algum lugar onde não tivesse ninguém. Sentia certo ódio das pessoas todas, por não serem como seu grande amor. 
O desespero foi tanto, que em inúmeras vezes ela tentou suicídio. Remédios em altas dosagens, sufocamento, e até afogamento, foram tentados por ela, nas suas tentativas de burlar o sofrimento gerado pela falta de seu amor.  Seus pais, agora entendendo o que a filha mais moça queria, trancafiaram no quarto, eliminando todos os objetos que ela podia usar para se matar, deixando-a como uma doente perigosa. Logo, cerca de dois meses depois, ela começou a aceitar a realidade dos fatos, que a vida continuava.
E assim foram os anos, vagarosos, passando. Mas ela, por ainda certo efeito desse amor, se mantinha esperançosa, que ainda iria viver o amor com o moço. Uma loucura, insana um tanto. Então a realidade, foi aos poucos se assentando em sua ideia. Viva dias bem alegre e falante com as pessoas de sua casa. Noutros, fechada e silenciosa, remoendo aquela angústia ingrata. 
O tempo foi passando, e seus pais resolveram que assim como ela desejava, iria ser solteira para o resto da vida.  Temiam que o casamento forçado lhe fizesse mal á saúde mental.
Assim aos poucos teve de se despedir de seus entes queridos. Primeiro os pais, depois os irmãos.
O sobrado da família foi se esvaziando. Deixando espaço a uma nova moradora: a solidão,que seria sua eterna companhia.
Apenas os criados ali ficaram junto dela. Mas pouco se viam. Ela passava o dia todo no quarto, escrevendo seus anseios em diários. Mal comia e tão pouco saia de casa, isto que só fazia em caso de extrema necessidade.
Os anos continuavam a passar e passar. Havia cerca de 20 anos que ela não sabia uma notícia de seu amado. Isso era a mais dolorida das feridas. Uma ferida na alma. Uma dor fina e intrínseca.
Lamentava cada novo dia que nascia. Lamentava toda noite que chegava ao fim. Lamentava ainda estar viva. 
Nem a beleza e a sensação de renascer das primaveras lhe animavam mais. Logo vinha os longos invernos, solitários naquele sobrado. 
Da janela ela observava as pessoas que perambulavam pelas adjacências da sua casa. Eram figuras cinzas, sem beleza alguma, vistas por ela. Alguns debochavam dela, chamando de louca e outros apelidos maldosos, á velha moradora do sobrado.
Era uma vida sem vida. 
Um dos únicos lugares que ainda podia sair e que suas forças lhe permitiam ir, era aos sepultamentos dos parentes e conhecidos. Logo voltava para casa e lá se trancafiava, junto das lembranças do passado, estas quais lhe mantinham viva.
Sentia que era covarde, por nunca ter dito á ele, do que sentia. Por não ter fugido de casa, se o caso fosse necessário. Mas ter sim lutado até perder suas forças pelo seu sentimento amoroso. Porém agora não adiantava mais lamentar e se torturar. O baú do tempo havia sido selado e eternamente fechado.
Pensando nisso tudo, a velha senhora, sorri. Sim, sorri. Sorri, pelo fato de ter amado. Pelo fato de ter sentido aquele sentimento inexplicável. Por ter sentido seu sangue pulsar mais forte. Por ter tido um amor, daqueles que fazem as pessoas sentirem-se plenas e completas, só pelo simples fato de amar.
Levanta-se, agora, de sua cadeira de balanço e cerra a janela. Respira fundo e sente que ao fim daquele dia cinzento de inverno, pôde renascer. Renascer de suas próprias cinzas. Pois somente pode renascer das cinzas de seu coração, aquele que ardeu ao Sol, de uma paixão. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Uma despedida ou um sonho?


Despeço-me de ti, dia após dia,
Uma despedida mórbida e insensata
Que vai sugando de mim, o que restou de alegria,
Esta, já é morta e enterrada,
Que vai descansar, desossada
No cemitério de minhas lembranças.

Dias sutis vão passando
E eu não os acompanho,
Porém o mundo vai girando,
Sem que eu perceba,
Ou talvez perceba,
Que estou me despedindo
Com toda certeza,
De mim mesmo.

Mergulhei tão fundo nesse sonho,
E agora um balde de água fria
Traz-me de volta á este mundo bisonho.

Ficará apenas em minhas lembranças
Como duas estrelas cintilantes
Estes teus olhos,
Que recordarei todas as noites, com imensa saudade
E sem alguma esperança...

Pinheiro, Erasmo;
-Piratini, 11 de setembro de 2013.

sábado, 7 de setembro de 2013

Genealogia 03.

Antônio Silveira Gularte: *Fateira, Horta, Ilha do Faial; c/c Maria Dutra *p/v de 1703, em 10-09-1719, em Castelo Branco, Horta. Maria Dutra morreu em 28-08-1773, em Santo Antônio da Patrulha. Antônio e Maria são décimos primeiros avós do autor. Pais de:
F. Antônia Maria de Jesus: *Fateira; c/c Francisco da Silveira Peixoto, *Fateira, filho de José Silveira Peixoto e de Maria da Conceição, natural e batizada em Fateira. Francisco morreu em 14-06-1798, em Santo Antônio da Patrulha. Pais de:
N. Luís Manuel da Silva Peixoto: *Viamão, ali batizado em 30-08-1763; casado em 1° núpcias com Joaquina Eufrásia de Jesus, e em 2° núpcias com Leonor Inácia Pinto, natural de Santo Antônio da Patrulha, filha de João Antunes Pinto, *24-07-1732, natural e batizado na Colônia do Sacramento e de Vicência Inácia da Pureza, natural de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, Portugal.
N. Bernarda Francisca de Jesus: *Viamão, ali batizada, em 11-11-1770; c/c Manuel Inácio da Silveira, *30-12-1761, natural de Rio Grande, filho de José Silveira de Oliveira, natural de Velas, Ilha de São Jorge, Açores, e de Teresa de Jesus, natural de Rosais, Ilha de São Jorge.
N. Ana Joaquina da Silveira: *Santo Antônio da Patrulha, ali batizada em 26-07-1780; c/c Atanásio José Lopes, natural e batizado em Santo Antônio da Patrulha, filho de Antônio José Lopes, natural de Sé de Évora, Alentejo, Portugal e de Helena Eufrásia Pereira *03-06-1754, natural de Rio Grande. Atanásio José morreu em 12-09-1816, em Itaqui, Rio Grande do Sul.
F. Ana Maria de Jesus: *p/v de 1723 em Fateira; c/c José da Silveira Peixoto, natural de Fateira, em 1759, em Viamão, filho de José da Silveira Peixoto e de Maria da Conceição, natural de Fateira. Ana Maria morreu em 10-06-1803, em Santo Antônio da Patrulha.
F. José da Silveira Gularte: *Fateira; c/c Quitéria do Espirito Santo, também natural de Fateira, em 16-09-1752, em Fateira, filho de José dos Santos, natural de Vila Franca, Ilha de São Miguel, Açores, e de Isabel do Espírito Santo, natural de Fateira. José morreu em 11-10-1787, em Santo Antônio da Patrulha. Pais de:
N. Antônio José dos Santos: *28-10-1757, em Rio Grande, ali batizado em 20-11-1757; c/c Lucília Felícia Gomes, filha de José Silveira da Rosa Machado, *02-04-1755, natural de Rio Grande, e de Teresa Maria Gomes *06-07-1757, também natural de Rio Grande. Pais de:
Bn. Joaquim José dos Santos: *Rio Grande; c/c Porcina Joaquina Gomes, *13-07-1809, natural de Canguçu, Rio Grande do Sul, em 07-10-1829, em Cerrito, filha de Joaquim José Gomes Araújo, natural e batizado em San Carlos, Maldonado, e de Maria Delfina de Almada, *p/v de 1783, natural de Rio Grande. Porcina morreu em 14-11-1849, em Cerrito.
Bn. Cláudio José dos Santos: *Canguçu; c/c Claudina Maria Severo, em 19-04-1828, em Rio Pardo, filha de Francisco Antônio Severo, e de Generosa Maria dos Anjos, ambos naturais de Rio Pardo.
N. Mariana Silveira de Jesus: *04-11-1758, em Rio Grande, ali batizada em 18-11-1758; c/c Manuel Gomes de Castilhos, *p/v de 1755, natural de Santo Amaro, São Paulo, filho de Manuel Gomes de Castilhos *p/v de 1730, e de Isabel Machado, naturais de Santo Amaro. Pais de:
Bn. Maria Gomes de Castilhos: * e batizada em Santo Antônio da Patrulha, em 15-07-1775; morreu em 23-11-1823, em Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul; c/c Antônio José Soares Coimbra, *Santa Marinha do Vilar, Minho, Portugal, em 07-07-1792, em Porto Alegre, ele filho de José Soares Coimbra e de Maria Álvares da Costa. Antônio José morreu em Santa Maria, Rio Grande do Sul.

F. Maria Silveira: *San Carlos, Maldonado, Uruguai; morreu em 03-01-1800, em Rio Grande; c/c Filipe Dutra Caldeira *Fateira, em 07-05-1747, em Fateira, filho de Manuel Dutra Caldeira e de Bárbara Duarte, ambos naturais de Fateira. Maria e Filipe são décimos avós do autor.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Genealogia 02.

Manuel Dutra Caldeira: *1680, em Fateira, Horta, Ilha do Faial, Açores, Portugal; c/c Bárbara Duarte, *1683, também natural de Fateira. São décimos primeiros avós do autor; Pais de:
F. Pedro Dutra Caldeira.
F. Filipe Dutra Caldeira: *Fateira; casado em primeiras núpcias com Maria Rodrigues, natural de Fateira, filha de Manoel Rodrigues, natural de Castelo Branco, Horta, Ilha do Faial, e de Maria Luís, natural de Fateira. Casou-se em segundas núpcias com Maria Silveira, natural de San Carlos, Maldonado, Uruguai, filha de Antônio Silveira Goulart, e de Maria Dutra *p/v 1703, ambos naturais de Fateira; em 17-05-1747, em Fateira. Filipe morreu em 26-12-1771, em San Carlos. Maria morreu em 03-01-1800, em Rio Grande, Rio Grande do Sul. Filipe e Maria Silveira são décimos avós do autor. O casal Filipe e Maria foi feito prisioneiro, quando os espanhóis invadiram a Vila de São Pedro de Rio Grande, em 1763, juntamente com os filhos, e lá fixaram residência. Pais de (do 1° matrimônio):
N. Maria de Santo Antônio: c/c João Garcia Pereira, em 19-04-1744, em Fateira, filho de Filipe Pereira e Ana Pereira. Pais de:
Bn. Francisco Dutra Garcia: *16-12-1753, em Fateira, batizado em 21-12-1753, em Fateira; morreu em 11-01-1836 em Fateira; c/c Mariana da Rosa Bulcão, *15-06-1771, natural de Fateira, em 22-02-1789, em Fateira, filha de Manuel Silveira Bulcão *p/v 1744 e de Izabel Francisca *p/v 1750, naturais de Fateira. Mariana morreu em 16-10-1822, em Fateira.
Bn. Maria Tereza de Jesus: c/c Antônio da Rosa de Medeiros, filho de João da Rosa e Mariana da Conceição.
N. Manuel Dutra Caldeira: c/c Rosa Maria de Mendonça, em 29-05-1747, em San Carlos, filha de Manoel de Mendonça e Ana Dutra, e viúva de João de Freitas.
N. Catarina de São Mateus: * Fateira; c/c Antônio da Silva; morreu em 19-10-1753, em Rio Grande.
 Do 2° matrimônio, com Maria Silveira:
N. Inácia Dutra: *17-11-1762, em Rio Grande, batizada em 12-12-1762, em Rio Grande; c/c Ramon António Del Porto, natural de San Martinho, Galícia, Espanha, em 27-04-1778, em San Carlos, filho de Nicolás Del Porto e Ângela Mariño, ambos naturais de Sam Martinho. Pais de:
Bn. Maria Antônia: *San Carlos, batizada em 20-06-1780, em San Carlos.
N. Maria Dutra da Silveira: *11-01-1759, em Rio Grande, batizada em 13-02-1759, em Rio Grande; c/c Antônio Silveira da Rosa, *p/v de 1755, em 1775 em San Carlos, filho de Manuel Silveira da Rosa *29-05-1728 e de Maria Rosa de São José, *09-08-1724, ambos naturais de Cedros, Horta, Ilha do Faial.
N. Vitória Dutra: *25-03-1756, em Rio Grande, batizada em 19-04-1756, em Rio Grande; c/c Ambrósio Pires da Rosa, *p/v de 1743, natural de Santa Luzia, Ilha do Pico, Açores, em 1771, em San Carlos, filho de Ambrósio Pires da Rosa e Maria Pereira, naturais de Santa Luzia. Pais de:
Bn. Ana Maria Pires: *San Carlos; c/c Manoel Rodrigues Luís, filho de Antônio Rodrigues Luís e de Rita Francisca.
Bn. Ambrósio Pires da Rosa: c/c Anna de Faria, filha de Domingos de Faria Alvernáz e de Mariana Rosa de São José, todos naturais da Ilha do Faial.
N. Rosa Maria de Jesus: *Rio Grande, batizada em 08-07-1753, em Rio Grande; faleceu em 12-08-1833, em Porto Alegre; casada em 1° núpcias com José Lopes Pacheco *16-10-1736 natural de Nove Ribeiras, Ilha Terceira, Açores, em Viamão, Rio Grande do Sul, filho de Diogo Pacheco Louro, *14-12-1699, e de Bárbara da Conceição *13-06-1703, ambos naturais de Nove Ribeiras. Casou-se em 2° núpcias com Francisco Ferreira Saldanha, natural de Pouso Alto, Minas Gerais, filho de Caetano Saldanha, natural de Vila Rica, Minas Gerais, e de Maria Ferreira de Andrade, natural de Pouso Alto. Pais de (do 1° matrimônio):
Bn. Cipriana Joaquina da Conceição: *Viamão, batizada em 24-02-1771, em Viamão; c/c Francisco Antônio da Silveira, natural de Viamão, em 11-01-1789, em Porto Alegre, filho de Francisco Antônio da Silveira, natural de Conceição, Horta, Ilha do Faial, e de Antônia Maria de Jesus, natural de Jacareí, São Paulo.
Bn. Luciana Antônia de Jesus: *Santo Antônio da Patrulha, batizada em 27-07-1773, em Santo Antônio da Patrulha; c/c Manuel Antônio da Silva *08-09-1768, natural de Viamão, filho de Francisco Antônio da Silveira e de Antônia Maria de Jesus.
Bn. Francisco José Pacheco: *Santo Antônio da Patrulha, ali batizado em 25-09-1774; casado em 1° núpcias com Maria Inácia de Jesus, natural de Rio Grande, em 29-01-1796, em Rio Grande, filha de José Francisco Duarte e Inácia Maria. Casou-se em 2° núpcias com Dionísia Teresa de Jesus, natural de Lisboa, Portugal, em 13-11-1819, em Pelotas, filha de Diniz Girard, natural de Lyon, França e de Francisca Teresa de Jesus, natural de Covilhã, Castelo Branco, Portugal. Pais de (do 1° matrimônio):
Tn. Ana: *06-10-1799, em Rio Grande, batizada em 12-11-1799, em Rio Grande.
Tn. Maria: *23-03-1801, em Rio Grande, batizada em 16-04-1801, em Rio Grande.
Tn. Joaquina Maria Pacheco: *20-07-1803, natural e ali batizada em 27-07-1803; c/c Frederico Augusto de Carvalho Bastos,*p/v de 1807, natural de Lisboa, filho de Antônio Xavier de Carvalho Bastos, natural de Seixal, Setúbal, Alentejo, Portugal, e de Angélica Ludovina Girard, natural de Lisboa.
Tn. Manuel: *24-01-1806, em Rio Grande, ali batizado em 28-01-1806.
Tn. ?: gêmea com o anterior.
Do 2° matrimônio:
Tn. Antônio: *22-08-1820, em Pelotas.
Tn. Eulália: *Pelotas, batizada em 12-02-1823, em Pelotas.
Bn. José Pacheco Lopes: *e batizado em Santo Antônio da Patrulha, em 05-10-1776; c/c Vicência Maria do Nascimento *Santo Antônio da Patrulha, em 07-04-1799, em Gravataí, filha de Vicente Francisco dos Santos *23-09-1753, e de Ana Maria de Jesus, *16-05-1759, ambos naturais de Rio Grande. Pais de:
Tn. Clementina Maria do Nascimento: c/c José de Freitas Noronha, *p/v 1818, natural de São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, em 07-11-1843, em Santo Antônio da Patrulha, filho de Narciso José Pacheco, natural de Viamão.
Bn. Antônio José Pacheco: *Santo Antônio da Patrulha, ali batizado em 21-06-1778.
Do 2° matrimônio:
Bn. Matilde Maria Saldanha: *20-03-1785, em Santo Antônio da Patrulha, ali batizada em 03-04-1785; c/c Bernardo José da Silva *15-01-1781, natural de Porto Alegre, em 01-06-1803, em Santo Antônio da Patrulha, filho de Francisco Antônio da Silveira, natural de Conceição, Ilha do Faial, e de Antônia Maria de Jesus, natural de Jacareí, São Paulo.
Bn. Policarpo José Saldanha: *01-03-1787, em Santo Antônio da Patrulha, ali batizado, em 11-03-1787; c/c Umbelina Rosa do Amor Divino, sua sobrinha, natural de Santo Antônio da Patrulha, em 06-02-1823, em Porto Alegre, filha de Manuel Antônio da Silva e Luciana Antônia de Jesus.
Bn. Cipriana: *p/v de 1787, em Santo Antônio da Patrulha, ali batizada.
Bn. Francisco Antônio de Jesus: *Santo Antônio da Patrulha, ali batizado em 02-09-1789; c/c Floriana Maria da Encarnação, natural de Taquari, Rio Grande do Sul, em 02-11-18011, em Taquari, filha de Jerônimo José Rodrigues e de Lauriana Maria de Jesus, ambos naturais de Triunfo, Rio Grande do Sul. Pais de:
Tn. Manuel: *09-07-1813, em Taquari, ali batizado em 25-07-1813.
Tn. Inácia: *20-10-1814, em Taquari, ali batizada em 29-10-1814.
Tn. Antônio: *Taquari, ali batizado em 20-10-1824.
Tn. Jerônimo: *17-09-1826, em Taquari, ali batizado em 09-10-1826.
Bn. Maria: * Santo Antônio da Patrulha, ali batizada em 14-05-1792.
Bn. Joaquina Antônia de Jesus: * Santo Antônio da Patrulha, ali batizada em 21-05-1798; c/c Manuel Félix Vaz, natural de Porto, Portugal, em 22-08-1814, em Santo Antônio da Patrulha, filho de Manuel Vaz e Teodora Antônia.
N. Vitória: *Fateira; morreu em 04-05-1752, em Rio Grande.
N. Manuel Dutra da Silveira: *Fateira; c/c Isabel Maria Teixeira, *31-08-1756, natural de Rio Grande, em 01-12-1777, em San Carlos, Maldonado, Uruguai, filha de Antônio Teixeira Corrisco *p/v de 1694 e de Isabel Maria Viera *p/v de 1708, naturais de Urzelina, Velas, Ilha de São Jorge. Manuel e Isabel Maria, são nonavós do autor. Pais de:
Bn. Joaquina: *10-09-1797, em Rio Grande, ali batizada em 27-09-1797.
Bn. Teodósio: *04-09-1795, em Rio Grande, ali batizado, em 20-09-1795.
Bn. Benigna: *22-08-1793, em Povo Novo, Rio Grande, ali batizada, em 28-10-1793.
Bn. Ana: *20-06-1791, em Povo Novo, ali batizada em 04-07-1791.
Bn. Anacleta Maria Dutra: *07-09-1789, em Povo Novo, ali batizada em 19-09-1789; c/c Pedro Muniz Fagundes, *p/v de 1789, natural de Rio Grande, em 28-11-1807, em Rio Grande, filho de Vicente Muniz Leite, *p/v de 1749, natural de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro e de Dionísia Pereira da Assunção, natural de San Carlos. Pais de:
Tn. Sérgio: *09-09-1809, em Rio Grande, batizado em 19-09-1819, em Rio Grande.
Bn. Manuel Dutra da Silveira: *22-05-1787, em Rio Grande, ali batizado em 29-06-1787; c/c Josefa Balbina Fagundes, natural de Rio Grande, filha de Vicente Muniz e de Dionísia Pereira da Assunção. Pais de:
Tn. Leonel Dutra Fagundes: *15-14-1809, em Rio Grande, ali batizado em 06-05-1809.
Tn. Israel Dutra Fagundes: *15-04-1809, em Rio Grande, gêmeo com o anterior; c/c Marcelina Francisca de Souza, em 28-06-1830, em Piratini, filha de Marcelino Francisco de Souza, *23-12-1785, natural de Rio Grande e de Eugênia Felipa de Medeiros.
Bn. José: *03-09-1785, em Rio Grande, ali batizado em 17-10-1785.
Bn. Laureana Dutra: *24-10-1783, em Rio Grande, ali batizada em 01-11-1783; c/c José Leonardo Germano, natural de Sé de Leira, Portugal, em 08-02-1802, em Rio Grande, filho de Alonsio Belarino e Paula Joaquina. Pais de:
Tn. Maria: *09-01-1805, em Rio Grande, ali batizada, em 24-02-1805.
Tn. Maria Joaquina Germana: *20-05-1809, em Rio Grande, ali batizada em 07-06-1809; casada em 1° núpcias com Manuel da Silva Santos, natural de São Salvador, Porto, Portugal, em 12-05-1825, em Rio Grande, filho de Manuel da Silva e de Ana Luísa. Casada em segundas núpcias com João Antônio da Rosa, natural de Desterro, Santa Catarina, em 27-12-1832, em Rio Grande, filho de Antônio José Pereira e de Rita Maria de Jesus.
Tn. José Leonardo Germano: *Rio Grande; c/c Eugênia Maria Lucas, natural de Rio Grande, em 01-03-1832, em Rio Grande, filha de João da Costa Santos, *p/v de 1772, e de Joana da Rosa Lucas de Oliveira, *16-03-1786, natural de Piratini.
Bn. Maurício Dutra da Silveira: *22-09-1781, natural de Rio Grande, ali batizado, em 28-10-1781; c/c Maria Ferreira da Conceição, natural de Rio Grande, em 14-06-1803, em Povo Novo, filha de Vicente Ferreira dos Santos e de Ana Inácia Gomes. Pais de:
Tn. Vicente: *05-04-1804, em Rio Grande, ali batizado, em 28-07-1804.
Tn. Joaquina: *07-10-1806, em Rio Grande, ali batizada, em 24-10-1806.
Tn. Virgínia: *08-06-1808, em Rio Grande, ali batizada, em 10-07-1808.

Bn. Maria Dutra: *06-10-1778, em San Carlos, ali batizada em 11-10-1778; c/c Antônio de Faria Rosa, natural da Ilha do Faial, em 23-03-1799, em Rio Grande, filho de Domingos de Faria Alvernáz,*22-12-1731 e de Mariana Rosa de São José, *27-03-1733, ambos naturais de Nossa Senhora do Socorro, Horta, Ilha do Faial. Neto paterno de Domingos Jorge de Faria Alvernáz e de Ana Maria d’Ávila, e neto materno de Manuel Garcia Nunes e Francisca Rosa de São José, todos naturais da Ilha do Faial. Maria e Antônio são octanavós do autor. Descendem deste casal boa parte da população da Região Sul do Rio Grande do Sul, em especial em Piratini, e em sua descendência encontram-se as famílias: Santos, Dutra, Borges, Oliveira, Garcia, Passos, Domingues, Afonso, Nunes, Vargas, Andrade e muitas outras.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Menina Primavera.

Primavera chegará logo, logo,
Os bons ventos e o perfume das flores,
Voltarão depois do inverno longo.

Voltarei a escutar o suave canto dos pássaros,
Nas doces manhãs de primavera,
Deleitar-me com o perfume que o vento carrega em seus braços,
Na estação mais linda e sincera.

Renascerei das minhas cinzas,
Caminhando rumo ao desconhecido,
Desvencilhando-me das densas neblinas,
Que o inverno trouxe para mim.

Anseio que ela seja tão duradoura quanto foi o meu amor,
Que resistiu a tudo,
E agora será aquecido pelo bom calor,
Que de mim foge, se me descuido.

Primavera e seu encanto de menina,
Suave e graciosa,
Nunca me desanima,
Pois sei, que nada na vida,
É mais belo que a primavera!

-Pinheiro, Erasmo;
Piratini, 01 de Setembro de 2013.