segunda-feira, 18 de maio de 2015

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Vício

Tu é como uma droga
Uma substância que me deixa excitado naquele momento
Faz aquele estrago
E depois vai embora.

Tu é como a água
Na que eu atiro meu corpo
Seco.

Tu, que dilata as minhas veias
Me atormenta
Me acalma
E de teu corpo me alimenta.

É tu, que me faz sentir essa tal paixão
Que não é mera atração
E nem por isso está ao meu lado.

Essa tua presença, que me de dá vida e logo me mata
Chega como um temporal arrasando tudo
E depois que vai embora,
Não consigo me contentar com a leve brisa
Da tua lembrança.

Espero, que tu um dia volte para ficar
E não de pequenas doses,
De ti quero me embriagar
Então, nós dois iremos embora.


Erasmo Pinheiro. Piratini, 29 de abril de 2015.

sábado, 21 de março de 2015

Um conselho

Sem arrependimentos
É pra frente que se anda
Não olhe para traz minha querida!
Ainda mais você que é cheia de sentimentos
Que pulam dentro desse jovial peito
Exponha-os, faça o que lhe é seu por direito!

Não temas, não ouça,
São só palavras que proferem
Sem o mínimo sentido
Aqueles que mal-te-querem.

Saibas que tem a mim

E eu sei que tenho a ti
Cumprindo a nossa velha promessa
De sermos amigos até depois do fim! 


E por isso que te digo,

E te digo com razão,
Que muitas coisas boas virão
Se não tiveres medo de ir

Em busca da felicidade para o teu coração!


Dedicada á Thainá Soares. 
Pinheiro, Erasmo. Piratini, 22 de março de 2015. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Sou um poeta ou um porre?

Cambaleio nas letras ou nas insânias?
Boêmio, gato da noite
Ou aquele que faz das rima sua dama?
Procurando um pouco de carinho em qualquer canto
Atirando meu corpo em qualquer cama
Traindo-me para um próprio espanto.

Sei que na vida não existe nada perfeito
Só uma qualidade que nas artes faz morada
E por ser assim tão humano
Levo essa vida atordoada...

Bebendo de qualquer paixão
Aceito o que mais prazer me der,
Pra esquecer aquela poesia
Que tocou meu coração.

Do amargo veneno da solidão
Nasce aquela rima
Como num acorde de violão
Que chora desilusão
De perceber que aquele rosto para mim já não mais sorria.
Atiro-me cada vez mais fundo
Já não mais nas páginas nem nas letras
Vou indo de encontro aos prazeres do mundo.


Erasmo Pinheiro, Piratini, 13 de março de 2015.


sábado, 7 de março de 2015

O passageiro e o eterno



Dois iguais
Dois diferentes 
Um acometido 
Outro inconsequente 

Um passageiro 
Outro eterno 
Um forte 
O outro também 
O comum e o raro. 
O sem explicação 
E o com explicação, porém 
O nascido do desejo 
E o filho do desconhecido. 

O amor 
E também a paixão 
Nos alimentam com calor 
Dando a nossa existência a razão
Chegando a duelar pelo comando de nosso coração 
E por certo 
O primeiro mais forte
Sobrevive a morte da paixão
Nos acompanhando até a nossa própria morte.



Erasmo Pinheiro, Piratini, 05 de março de 2015.