Sei que não é a mim que amas
Ah não sabes como sofro
Arde meu coração em chamas
Recordação de um bom tempo
Oh suave brisa
Profundo lamento
Ainda posso sentir o calor de tua pele
Recaindo sobre a minha
Tamanha saudade, que tanto me fere.
Somente o frio me faz companhia
Reviro-me em minha cama
Onde antes tu, em meus braços adormecia
Agora, diz-me que é outro que amas
Sentir o teu calor
Pernas se entrelaçam
Ímpio ardor
Movidos pelo desejo
Corpo a corpo
Língua á língua, um beijo
Tu a outro te entregas
De mim, nem te recordas
Forma inesquecíveis momentos
Pela tua demora eu lamento
Mas sei que que não irá voltar
Por mais que a ti eu suplique
Que venhas para meu corpo acarinhar
Da janela admiro nos céus a Lua
De beleza ímpar, igualada apenas a tua
Tu, dona de meu coração
Dama da madrugada
Guardo apenas recordação
Da bela mulher amada
Que perturba os meus sentidos
De desejo, cego fico
Dentre todas as mulheres
É a única que me completa
Assim, mastigo meu desejo
Infame, tu és minha predileta
Por isso, raiva de mim eu sinto
De querer-te tanto
Não sendo recíproco
Então, a ti eu minto
Pensas que nada mais sinto
De sentimentos, fiquei oco
Pela janela, sinto o ar frio
Mas forte chama ainda arde
Voraz e incessante
Que não se vai em cada fim de tarde
A cada dia, mais forte se torna
Presente e constante
"As palavras são como os patifes desde o momento em que as promessas os desonraram. Elas tornaram-se de tal maneira impostoras que me repugna servir-me delas para provar que tenho razão" -William Shakespeare
quarta-feira, 5 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
Saudades não basta...
Por que damos o devido valor á coisas e pessoas quando as
perdemos?
Será que é mais fácil sentirmos saudades, do que irmos
vê-las, abraça-las, ama-las?
Por vezes na correria do dia-a-dia, não conseguimos dar a
merecida atenção que as pessoas ao nosso redor merecem. Mas por mais que a vida
de algumas pessoas seja longa, não são eternas.
As horas passam os dias, os meses, os anos, e quando nos
damos de conta, a vida se foi, como a água de um rio, que passa em frente de nossos
olhos apenas uma vez, e some no horizonte.
A vida é como a chama de uma vela, frágil que por vezes
balança, quase se apaga, mas logo se mantém firme. Porém, uma leve brisa, pode
transformar tudo em escuridão.
Dê valor às pessoas que são importantes para você!
Mande flores, faça uma surpresa, seja amável.
Ore por elas quando estiverem passando por um momento de
dificuldade.
Diga á ela que a ama, mostre a ela o quanto ela é importante
para sua vida.
Esboce um belo sorriso pela primeira vez que a ver no dia.
Aproveite os momentos que estiverem juntos.
Convide-a para sair, para tomarem um delicioso sorvete. Se
ela não quiser, proponha um filme, com pipocas, num fim de tarde de domingo.
Enfim, seja feliz ao lado delas, tente as entender, seja
flexível.
Pois depois que os batimentos pararem, nada mais se pode
fazer.
Não irá adiantar levar flores, rezar por sua alma, prestar
homenagens, promover pompas, etc.
Saudades, lágrimas, não são o suficiente para trazer alguém
de volta a vida.
Pense nisso. Viva o hoje!
Se for para chorar, que seja de alegria, de surpresa, de
amor!
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Sorrisos e olhares
Sinto o
palpitar de meu coração
Galopantes
batidas
Parece que
irão me lavar a morte
Nunca iria
imaginar que este sentimento,
A cada dia
se tornaria mais forte.
Uma tão
descontrolada atração
Meu corpo
clama pelo teu!
Só assim irei
encontrar minha salvação
Minha boca é
sedenta pela tua
Com um
andarilho num árido deserto
Atira-se num
poço d´água fresca
Num impulso,
na emoção
De não saber
ao certo,
Não ouve a
voz da razão.
Só assim eu
atesto
Serei feliz
por completo,
Quando esta
minha sede saciar!
Teu olhar
por vezes me fascina,
Por outras
tantas me alucina.
Para mim,
mirar-te já basta
És como o
Sol de verão
Dá a minha
vida, para seguir, uma razão
Mas tanto
dói quando te afastas,
Então sangra
meu coração.
Se passar um
dia sem lhe ver,
É mesmo que
não viver!
segunda-feira, 27 de maio de 2013
O anel e a carta
Era inverno, isso eu lembro, o ano era 2012.
Não me lembro do diálogo inteiro, mas lá vai:
-Gostei de seus anéis.
-Pois é.
-Você me dá um deles?
Não disse nenhuma palavra, apenas tirou de um de seus dedos,
um daqueles anéis e me deu.
Tinha tantos deles. Acho que eram mais de cinco.
Levei pra casa aquele anel, que mal cabia no meu dedo.
Dias depois, ela me pediu para trocar por outro, por que
aquele, por algum motivo que eu não lembro agora ela não podia dar.
Trocamos de anel, ele me deu outro.
Levei pra casa e guardei dentro de um pote, junto com umas
coisas velhas.
Ia ser o único bem material que me lembrasse dela.
Dentro de alguns meses ela iria embora, e eu ia ficar.
Perguntei o que ela preferia: uma carta ou um anel novo.
Preferiu a carta.
A cada palavra que eu escrevia naquela folha de caderno, era
como um corte que era dado em meu coração.
Ela se foi, numa tarde de verão. Todos ficaram aos prantos.
Menos eu. Sentia-me tenaz naquele momento. Não esboçava nenhuma reação. Por
dias um nó maldito apertou minha garganta. Mas segui a vida.
Alguns dias depois eu descobri que a carta não tinha ido.
Esqueci-me da carta, mas não dela.
Passaram-se os dias, meses, a vida foi seguindo.
Um dia a carta chegou.
Não tive coragem de perguntar diretamente para ela o que ela
havia achado da carta.
Mas por meio de outra pessoa eu soube o que ela havia achado
da carta: dramatização...
Nunca fui tão sincero em toda minha vida. Mas acho que
minhas palavras valem menos que nada.
Um dia tu carta, vais te transformar em pó, mas tu anel vai
durar mais tempo, é feito de aço.
Talvez o amor seja feito de aço também.
Mas o aço, com o tempo gasta, enferruja, vai se
despedaçando.
Espero que esse sentimento, tenha o mesmo fim que a carta...
Papéis apodrecem, sentimentos, palavras não, ficam para sempre na memória de que as ouviu.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Quando Sopra o Minuano-Minuano-A Imembuí (parte V)
Seus olhos agora tornavam-se turvos.
Não sabia ao certo o que sentia por aquele homem que mal conhecia e que já se fazia enamorada, mas que agora pouco tempo depois de conhecer já sentia medo. Talvez toda sua inocência havia se acabado naquele momento.
As notas que saiam daquela viola lhe faziam bem aos ouvidos, mesmo que nunca lhe tivessem sido dedilhadas.
Os outros tropeiros que acompanhavam estavam por perto de olhos atentos para que nenhum índio se aproximasse do acampamento, e então Imembuí foi se fastando silenciosamente dali, para que ninguém a visse.
Aos poucos a melodia que Rodrigo fazia de sua viola, ia se calando, ao passo que ela ia se afastando do acampamento ao pé de um dos montes. As frestas do sol reluziam em sua pele morena, que agora em seu rosto trazia o ar da dúvida. Foi caminhando lentamente e pensando em tudo o que havia acontecido ultimamente em sua vida: sua união a Acangatú, esta paixão por um homem que nunca havia visto e esta ameaça de invasão. Seus pensamento agora se tornavam confusos.
Foi caminhado mais um pouco até uma clareira perto de um córrego que desaguava no Itaimbé, onde muitos pássaros cantavam em cima de enormes árvores. Chegou no meio dessa clareira, olhou para o céu, onde o sol ia se escondendo atrás de uma nuvem, e logo se despontou detrás dessa nuvem. Ainda sim era possível ouvir, mesmo que muito fraco o som da viola do Morotin. Uma vertigem tomou conta da jovem índia e seus joelhos vergaram-se, pondo-a de joelhos na grama ainda úmida pela chuva. Olhou novamente par o céu e disse:
-Ó Tupã! Pai dos céus e da terra! Afasta esses homens maus de perto de meu povo!
Uma lágrima desceu de seus olhos, molhado seu doce rosto.
Sentia que era seus dever odiar aqueles homens brancos que queriam o mau de seu povo.
Levanto-se dali e saiu correndo em direção da aldeia.
Em uma mangueira feita no meio de algumas árvores e pedras, onde se prendiam os cavalos, Apacaní, ensinava os pequenos indiozinhos de sua aldeia os primeiros manejos com os animais, que durante suas vidas lhes seriam muito úteis.
-Ali está Apacaní, Acangatú; disse Anitam apontando em direção da mangueira onde ele se localizava Apacani.
Acangatú chegou na beira desta mangueira e chamou Apacaní.
Lhe dera a notícia de que seriam atacados por homens brancos, e lhe contou tudo que havia descoberto.
-É hora de unirmos nossas tribos e nos preparar para o ataque deste morotins. Avisa o chefe da tua tribo para preparar os guerreiros e venham para cá!; ordenou Apacaní.
Não sabia ao certo o que sentia por aquele homem que mal conhecia e que já se fazia enamorada, mas que agora pouco tempo depois de conhecer já sentia medo. Talvez toda sua inocência havia se acabado naquele momento.
As notas que saiam daquela viola lhe faziam bem aos ouvidos, mesmo que nunca lhe tivessem sido dedilhadas.
Os outros tropeiros que acompanhavam estavam por perto de olhos atentos para que nenhum índio se aproximasse do acampamento, e então Imembuí foi se fastando silenciosamente dali, para que ninguém a visse.
Aos poucos a melodia que Rodrigo fazia de sua viola, ia se calando, ao passo que ela ia se afastando do acampamento ao pé de um dos montes. As frestas do sol reluziam em sua pele morena, que agora em seu rosto trazia o ar da dúvida. Foi caminhando lentamente e pensando em tudo o que havia acontecido ultimamente em sua vida: sua união a Acangatú, esta paixão por um homem que nunca havia visto e esta ameaça de invasão. Seus pensamento agora se tornavam confusos.
Foi caminhado mais um pouco até uma clareira perto de um córrego que desaguava no Itaimbé, onde muitos pássaros cantavam em cima de enormes árvores. Chegou no meio dessa clareira, olhou para o céu, onde o sol ia se escondendo atrás de uma nuvem, e logo se despontou detrás dessa nuvem. Ainda sim era possível ouvir, mesmo que muito fraco o som da viola do Morotin. Uma vertigem tomou conta da jovem índia e seus joelhos vergaram-se, pondo-a de joelhos na grama ainda úmida pela chuva. Olhou novamente par o céu e disse:
-Ó Tupã! Pai dos céus e da terra! Afasta esses homens maus de perto de meu povo!
Uma lágrima desceu de seus olhos, molhado seu doce rosto.
Sentia que era seus dever odiar aqueles homens brancos que queriam o mau de seu povo.
Levanto-se dali e saiu correndo em direção da aldeia.
Em uma mangueira feita no meio de algumas árvores e pedras, onde se prendiam os cavalos, Apacaní, ensinava os pequenos indiozinhos de sua aldeia os primeiros manejos com os animais, que durante suas vidas lhes seriam muito úteis.
-Ali está Apacaní, Acangatú; disse Anitam apontando em direção da mangueira onde ele se localizava Apacani.
Acangatú chegou na beira desta mangueira e chamou Apacaní.
Lhe dera a notícia de que seriam atacados por homens brancos, e lhe contou tudo que havia descoberto.
-É hora de unirmos nossas tribos e nos preparar para o ataque deste morotins. Avisa o chefe da tua tribo para preparar os guerreiros e venham para cá!; ordenou Apacaní.
Assinar:
Postagens (Atom)



